sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

As normas elas não atrapalham pelo contrario nos ajudam a rezar bem



Tenho bem claro que a ação do Espírito faz novas todas as coisas mas temos que levar também em conta a ação do Espírito naqueles que vieram antes de nós e também que estão a nossa frente na caminhada da Igreja. É muito difícil viver nos achismos e caminhar sem rumos, parece que não sabemos de onde viemos e nem sabemos para onde vamos. Por isso a Igreja com sabedoria nos recomenda o respeito e a valorização as normas litúrgicas e os documentos que são frutos de uma prescrtutacao da Palavra e discernimento no espírito. A Sacramentum caritatis nos afirma:

"Ao ressaltar a importância da arte da celebração, consequentemente põe-se em evidência o valor das normas litúrgicas.(121) Aquela deve favorecer o sentido do sagrado e a utilização das formas exteriores que educam para tal sentido, como, por exemplo, a harmonia do rito, das vestes litúrgicas, da decoração e do lugar sagrado. A celebração eucarística é frutuosa quando os sacerdotes e os responsáveis da pastoral litúrgica se esforçam por dar a conhecer os livros litúrgicos em vigor e as respectivas normas, pondo em destaque as riquezas estupendas da Instrução Geral do Missal Romano e da Instrução das Leituras da Missa. Talvez se dê por adquirido, nas comunidades eclesiais, o seu conhecimento e devido apreço, mas frequentemente não é assim; na realidade, trata-se de textos onde estão contidas riquezas que guardam e exprimem a fé e o caminho do povo de Deus ao longo dos dois milénios da sua história. Igualmente importante para uma correcta arte da celebração é a atenção a todas as formas de linguagem previstas pela liturgia: palavra e canto, gestos e silêncios, movimento do corpo, cores litúrgicas dos paramentos. Com efeito, a liturgia, por sua natureza, possui uma tal variedade de níveis de comunicação que lhe permitem cativar o ser humano na sua totalidade. A simplicidade dos gestos e a sobriedade dos sinais, situados na ordem e nos momentos previstos, comunicam e cativam mais do que o artificialismo de adições inoportunas. A atenção e a obediência à estrutura própria do rito, ao mesmo tempo que exprimem a consciência do carácter de dom da Eucaristia, manifestam a vontade que o ministro tem de acolher, com dócil gratidão, esse dom inefável". (Sac Cari 40)

Grande exemplo disso é que a já recomendada instrução sacramentum caritatis querendo ressaltar o já pedido feitos moderação do momento da paz o mesmo foi ignorado e aí foi preciso o próprio Papa pedir para que a norma fosse posta a valer para que o verdadeiro valor do momento da paz não se perdesse. Nós não podemos confundir o momento da Paz de Cristo com a paz que é fruto de uma confraternização da Missa. O que se poderia fazer é que os cristão aos chegarem na igreja se cumprimentarem com todo carinho e afeto mas após se prepararem por meio das praticas que. A Igreja ensina para o início da Santa Missa. É preciso resgatar alguns valores que estão se perdendo e se abrir para coisas novas, mas não podemos de geito nenhum negar de onde viemos e para onde vamos.

"A Eucaristia é, por sua natureza, sacramento da paz. Na celebração litúrgica, esta dimensão do mistério eucarístico encontra a sua manifestação específica no rito da saudação da paz. Trata-se, sem dúvida, dum sinal de grande valor (Jo 14, 27). Neste nosso tempo pavorosamente cheio de conflitos, tal gesto adquire — mesmo do ponto de vista da sensibilidade comum — um relevo particular, pois a Igreja sente cada vez mais como sua missão própria a de implorar ao Senhor o dom da paz e da unidade para si mesma e para a família humana inteira. A paz é, sem dúvida, uma aspiração radical que se encontra no coração de cada um; a Igreja dá voz ao pedido de paz e reconciliação que brota do espírito de cada pessoa de boa vontade, apresentando-o Àquele que « é a nossa paz » (Ef 2, 14) e pode pacificar de novo povos e pessoas, mesmo onde tivessem falido os esforços humanos. A partir de tudo isto, é possível compreender a intensidade com que frequentemente é sentido o rito da paz na celebração litúrgica. A este respeito, porém, durante o Sínodo dos Bispos foi sublinhada a conveniência de moderar este gesto, que pode assumir expressões excessivas, suscitando um pouco de confusão na assembleia precisamente antes da comunhão. É bom lembrar que nada tira ao alto valor do gesto a sobriedade necessária para se manter um clima apropriado à celebração, limitando, por exemplo, a saudação da paz a quem está mais próximo." (Sac Cari 49).

Não podemos de geito nenhuma deixar passar por desapercebido que cada um é importante a partir do momento que cumpre sua função e não é  pedra de tropeço para que o outro desenvolva seu ministério como a Igreja nos chama a viver. Deus abençoe e te dê coragem de viver o seu ministério com fidelidade e amor!

"Os fiéis « sejam instruídos pela palavra de Deus; alimentem-se à mesa do corpo do Senhor; dêem graças a Deus; aprendam a oferecer-se a si mesmos, ao oferecer juntamente com o sacerdote, que não só pelas mãos dele, a hóstia imaculada; que, dia após dia, por Cristo Mediador, progridam na unidade com Deus e entre si »." (Sac Cari  52).


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