sábado, 30 de novembro de 2013

Símbolos natalinos

SÍMBOLOS NATALINOS



27 novembro, 2013


SÍMBOLOS NATALINOS

1. Qual a origem da «Árvore de Natal»?

Por que razão é um pinheiro cortado e levado para o interior de uma casa e decorado na época designada de “Natal”? Já alguma vez pensou nisso ?

Pois bem, a história é a seguinte: Bonifácio foi de Inglaterra à Alemanha, no séc. VIII, para ensinar a fé cristã. Em Dezembro, encontrou um grupo de pessoas junto a um cepo de árvore para sacrificar uma criança ao seu deus. Bonifácio imediatamente salvou a criança e após, cortou uma pequena árvore e ofereceu ao grupo como símbolo de vida. Mais tarde, em 1540, Martinho Lutero levou para sua casa um pequeno pinheiro verde que se conservou durante todo o inverno. A partir daí começou a tradição da árvore de Natal, enquanto significado da continuação da vida. Jesus é a própria Vida (cf. Jo 14, 6).

2. Qual a origem do «Pai Natal»?

O “Pai Natal” existiu. É verdade.

Foi Nicolau, bispo de Myra, Ásia, no século IV, o qual sendo muito generoso, um dia subiu ao telhado de uma casa e deixou cair pela chaminé uma bolsa com moedas, a qual caiu nos chinelos que as crianças tinham deixado para secar próximos à lareira.

Há ainda uma outra história que relata o mesmo ter oferecido, às escondidas, dotes a três filhas de um cidadão pobre. Em sua memória, passou-se a dar presentes na véspera (dia 06 de Janeiro – festa dos três reis magos), tendo tal tradição sido transferida para o dia 25 de Dezembro.

Infelizmente, no consumismo de hoje, o próprio papai Noel tornou-se material de mais e está perdendo seu objetivo.

3. A troca de presentes.

A tradição cristã invoca a troca de presentes com base nas ofertas que os magos deram quando Jesus Cristo nasceu.

No Evangelho de Mateus (Mt 2, 1-12) lemos:

“Depois que Jesus nasceu na cidade de Belém da Judéia, na época do rei Herodes, alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. Ao saber disso, o rei Herodes ficou alarmado, assim como toda a cidade de Jerusalém. Ele reuniu todos os sumos sacerdotes e os escribas do povo, para perguntar-lhes onde o Cristo deveria nascer. Responderam: “Em Belém da Judéia, pois assim escreveu o profeta: “E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um príncipe que será o pastor do meu povo, Israel”. Então Herodes chamou, em segredo, os magos e procurou saber deles a data exata em que a estrela tinha aparecido. Depois, enviou-os a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”. Depois que ouviram o rei, partiram. E a estrela que tinham visto no Oriente ia à frente deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao observarem a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, passando por outro caminho”.
Vale lembrar que os magos não ofereceram prendas por ser o aniversário de Jesus Cristo, pois, como sabemos, a visita dos magos teria ocorrido cerca de dois anos após o nascimento de Jesus, antes, dizia-se, as oferendas tiveram como base o significado da Sua Pessoa para o povo judeu (Rei) e para toda a humanidade.

A propósito, convém lembrar ainda que os povos do Oriente nunca chegavam na presença de reis ou de grandes personagens sem um presente nas mãos. Assim o fez a Rainha de Sabá perante Salomão. O mesmo fizeram os Portugueses quando da sua expansão dos descobrimentos no século XVI. O mesmo sucede hoje quando alguém estrangeiro visita um Chefe de Estado.

Convém recordar também que Jesus Cristo, nosso Salvador, é o maior presente que o Pai nos deu. Portanto, a troca de presentes remete-nos ao amor gratuito de Deus.

4. Sobre o verdadeiro sentido do Natal

No fim de ano é comum a saudação “Feliz Natal! Boas festas!”. Mas será que esta saudação ainda carrega consigo seu profundo valor religioso? É o que nos convida a pensar o Papa Emérito, Bento XVI, na Catequese da quarta-feira, do dia 21 de dezembro de 2011.
Na Audiência Geral realizada na Sala Paulo VI, o Santo Padre se encontrou com grupos de peregrinos e fiéis vindos da Itália e de todo mundo e alertou-os a ver o verdadeiro sentido do Natal, aquele sagrado e cristão, sem distrair-se pelas realidades externas, de modo que “também a nossa alegria não seja superficial, mas profunda”.

“O Natal, de fato, não é simplesmente o aniversário do nascimento de Jesus, é isso também, mas é mais que isso, é a celebração de um Mistério que marcou e continua a marcar a história do ser humano: o próprio Deus veio habitar em meio a nós (cf. Jo 1,14), se fez um de nós; um Mistério que toca a nossa fé e a nossa existência; um Mistério que vivemos concretamente na Celebração Litúrgica, especialmente na Santa Missa”, explica o Pontífice.

O Presépio

No pontificado de Sisto III, século VIII, foi registrada a primeira reprodução ou representação do presépio. Durante o período renascentista, o presépio foi fonte de inspiração para vários pintores europeus. Em 1223, na Itália, São Francisco de Assis teve a ideia de formar, pela primeira vez, um presépio vivo, com pessoas e animais de verdade.

O costume de armar presépios foi trazido para o Brasil, sendo uma das tradições das famílias aracajuanas desde o século XIX.

Eram famosos os presépios armados anualmente pelas irmãs Elze e Zilda Bispo Luz, na Rua de Capela e pelas irmãs Leonor e Dulce Teles, na Rua de Estância. Durante alguns anos foram também instituídos concursos de presépios. Morros em papel, com animais diversos garimpando as altitudes ou adorando o Menino Jesus criavam efeitos especiais. Eram também armados nas igrejas e praças, costume preservado até a atualidade, atraindo a admiração da população.

Desde 1997, vem chamando a atenção, o presépio construído na parte externa do Shopping Jardins.

As Músicas

No século II, no oriente, o Papa Telésforo já fazia as celebrações em homenagem a vinda de Jesus com cânticos de louvor.

Durante toda a Idade Média, autos e cantos diversos eram apresentados e cantados.

Em Portugal, as dramatizações com cânticos aparecem no século XV. São trazidos para o Brasil, onde já no século XVI, foram criados autos hieráticos que inclusive serviram para catequização dos índios.

Em Aracaju, no andar superior do aquário (atual Galeria Álvaro Santos), havia um mirante onde as bandas da polícia e do exército se revezavam tocando músicas natalinas. A mais popular dizia:

“…Bate o sino pequenino, sino de Belém.

Já nasceu o Deus Menino para o nosso bem…”.

Na atualidade, criações musicais diversas foram compostas tendo como tema os eventos natalinos. Tornaram-se universais: “Jingle Bells”, pertencente ao folclore americano e “Noite Feliz”, composta por Franz Gruber.

Os Cartões

Foram criados na Inglaterra, em 1843, por Henry Kole, que pediu a John Horsley que desenhasse um cartão imprimindo a mensagem “Feliz Natal e Próspero Ano Novo pra Você”.

Em 1860, já era um hábito entre os que comemoravam a data.

O costume foi adotado em Aracaju, onde nos inícios do século, cartões de seda circulavam entre famílias abastadas.

Na atualidade os modelos são universalizados, havendo inclusive os musicais e aqueles que transmitem mensagens gravadas.

Prepare sua casa: o Natal está chegando!

Está mais do que na hora de arrumar sua casa para esperar a chegada do Menino Jesus.

Armar o presépio. Ter presente São José, Nossa Senhora e o Menino Jesus, personagens essenciais do presépio.

Montar uma árvore, acender os piscas, comprar e embalar presentes, arrumar a mesa para a ceia, colocar uma guirlanda na porta são alguns costumes que já estão arraigados e ajudam a preparar o espírito natalino.

Deve-se aos alemães o hábito de se decorar a árvore de Natal. A iluminação é atribuída a uma visão do criador da reforma protestante, Martinho Lutero. Ele viu as luzes das estrelas entre os galhos dos pinheiros e daí teve a ideia de iluminá-lo. A tradição chegou à América no século XVIII.

No Brasil, há poucos anos, se intensificou o interesse das pessoas em enfeitar as casas para o Natal.

Enfeite sua casa, o Natal é maravilhoso! Mas não se esqueça de enfeitar seu coração para receber o Deus-Menino. É no seu coração que ele quer morar.

Fonte: http://www.diocesesantoandre.org.br

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