sexta-feira, 28 de junho de 2013

Linda mensagem do papa para o encerramento do mes Mariano vejamos na integra

Brasão do Papa Francisco

Mensagem – Encerramento do mês mariano 
Praça de São Pedro, Vaticano
Sexta-feira, 31 de maio de 2013

CTV
Transcrição: Kelen Galvan

Irmãos e irmãs
Rezamos juntos o Santo Rosário, percorremos os acontecimentos do caminho de Jesus, nossa salvação, e dividimos com aquela que com sua mão segura nos conduz ao seu Filho Jesus.

Hoje celebramos a Festa da Visitação de Maria a sua prima Isabel. Quero meditar convosco este mistério que mostra como Maria enfrenta o caminho de sua vida com grande realismo, humanidade e concretude.

Três palavras sintetizam o comportamento de Maria: escuta, decisão e ação. Palavras que indicam um caminho, também para nós, diante do que o Senhor nos pede na vida. Escuta, decisão, ação.

Escuta. De onde nasce o gesto de Maria de ir a prima Isabel? De uma palavra do Anjo de Deus: “Isabel, tua parente, em sua velhice concebeu um filho” (Lc1,36). Maria sabe ouvir Deus. Atenção não é um simples ouvir superficial mas é ouvir cheio de atenção, com acolhida, disponibilidade para com Deus. Não é o modo distraído com o qual, às vezes, nos colocamos diante do Senhor ou de outros. Escutamos a Palavra, mas não ouvimos verdadeiramente.

Maria está atenta a Deus, escuta a Deus, mas Maria escuta também os fatos, lê os acontecimentos de sua vida. Está atenta a realidade concreta e não fica na superfície, mas vai ao profundo para acolher o significado.

A parente Isabel, que já é idosa, espera um filho. Esse é o fato. Mas Maria está atenta ao significado, sabe acolhê-lo: “Nada é impossível a Deus” (Lc1,37).

Isso vale também para nossa vida. Escuto Deus que nos fala, escuto também a realidade diária, atenção às pessoas, aos fatos, porque o Senhor está à porta de nossas vidas e bate de muitos modos. Coloca sinais em nosso caminho, a nós, cabe a capacidade de vê-los.

Maria é a mãe da escuta. Escuta atenta de Deus. Escuta, do mesmo atento, aos acontecimentos da vida.

A segunda palavra Decisão. Maria não vive da pressa, da ânsia, mas como destaca São Lucas “meditava todas essas coisas no seu coração” (Lc2,19). Também no momento decisivo da anunciação do Anjo (cf. Lc1,26ss) ela também pergunta “como acontecerá isso?”, mas não se detém nem mesmo no momento da reflexão, dá um passo a mais: decide.

Ela não vive da pressa, mas apenas quando é necessário vai rapidamente. Maria não se deixa arrastar pelos acontecimentos. Não evita o esforço de decidir. Isso acontece seja na escolha fundamental que mudará sua vida – “Eis aqui a escrava do Senhor”-, seja nas escolhas mais cotidianas, mas também ricas de significado.

Vem à minha mente o episódio das núpcias de Caná (cf Jo2,1-11). Aqui também se pode ver o realismo, a humanidade e concretude de Maria, que faz atenção aos fatos e aos problemas. Ela vê e compreende a dificuldade daqueles dois jovens esposos, em cuja festa faltou vinho. Ela reflete e sabe que Jesus poderia fazer alguma coisa, por isso decide dirigir-se ao seu Filho, para que Ele pudesse intervir. “Eles não tem mais vinho”, decide.

Na vida é difícil tomar decisões, muitas vezes procuramos adiá-las e deixar que os outros decidam por nós, muitas vezes preferimos deixar-nos arrastar pelos acontecimentos e seguir a moda do momento. Às vezes sabemos o que devemos fazer, porém não temos coragem ou então porque nos parece muito difícil, por parecer andar contra a corrente.

Maria, na anunciação, na visitação, nas bodas de Caná, vai contra a corrente. Maria vai contra a corrente. Ela se coloca à escuta de Deus, reflete e procura compreender a realidade e decide confiar totalmente em Deus.

Decide visitar, embora estivesse grávida, sua parente idosa. Decide confiar no Filho, com insistência, para salvar a alegria das núpcias.

A terceira palavra Ação. “Maria pôs-se em viagem e foi depressa”.
Domingo passado eu colocava em destaque este modo de agir de Maria. Apesar das dificuldades, das críticas que teria recebido pela decisão de partir, não se detém diante de nada, ela parte depressa. É a oracao diante de Deus, que fala.

Ao refletir e meditar sobre os acontecimentos da sua vida, Maria não tem pressa, não se deixa questionar pelo momento, não se deixa arrastar pelos acontecimentos, mas ela pergunta: “O que Deus quer?” Ela não demora, não se atrasa, mas vai adiante.

Santo Ambrósio comenta: “a graça do Espírito Santo não comporta lentidão”.

A ação de Maria é uma consequência de sua obediência às palavras do Anjo, mas unidade à caridade. Ela vai até Isabel para ser-lhe útil. Esta sua saída de casa, de si mesma, por amor, carrega o que tem de mais precioso: Jesus. Ela carrega seu Filho.

Às vezes, também nós paramos para escutar, para refletir o que devemos fazer, talvez até tenhamos clara a decisão que devemos tomar, mas nao passamos a ação, tampouco colocamos em jogo nós mesmos, ao agir depressa em relação aos outros, para levar-lhes a nossa ajuda, a nossa compreensão, a nossa caridade.

Para levarmos nós mesmos, como Maria, o que temos de mais precioso e o que recebemos: Jesus e o seu Evangelho, mediante a Palavra e, sobretudo, mediante o testemunho concreto de nossa ação.

(Papa se levanta para rezar…)

Maria, mulher da escuta, da decisão, da ação.

Maria, mulher da escuta, abri nossos ouvidos, fazei com que saibamos ouvir a Palavra do vosso Filho Jesus, entre as tantas palavras desse mundo. Fazei que saibamos perceber a realidade em que vivemos, ouvir as pessoas que encontramos, especialmente aquela pobre, necessitada, em dificuldade.

Maria, mulher da decisão, iluminai as nossas mentes e os nossos corações para que saibamos obedecer a Palavra do vosso Filho Jesus sem hesitação. Dai-nos a coragem de decidir, de não nos deixar arrastar pelos que tentam orientar a nossa vida.

Maria, mulher da ação, fazei que as nossas mãos e pés se movam depressa em direção aos outros, para que possamos levar-lhes a caridade e o amor de vosso Filho Jesus. Para levarmos ao mundo, como vós, a luz do Evangelho. Amém.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Formação sobre canto liturgica -2


Formação liturgica o que a sacrosactum concilium fala acerca da música sacra

A MÚSICA SACRA

Dignidade da música sacra

112. A tradição musical de toda a Igreja é um tesouro de inestimável valor, que se sobressai entre todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da liturgia solene.

O canto sacro foi enaltecido quer pela Sagrada Escritura,1 quer pelos santos Padres e pelos romanos Pontífices, que recentemente, a começar por são Pio X, salientaram, com insistência, a função ministerial da música sacra no culto divino.

Por esse motivo a música sacra será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver unida à ação litúrgica, quer como expressão mais suave da oração, quer favorecendo a unanimidade, quer, enfim, dando maior solenidade aos ritos sagrados. A Igreja, porém, aprova e admite no culto divino todas as formas de verdadeira arte, dotadas das qualidades devidas.

Portanto, o sagrado Concílio, mantendo as normas e determinações da tradição e disciplina da Igreja, e não perdendo de vista o fim da música sacra, que é a glória de Deus e a santificação dos fiéis, estabelece o seguinte.

A liturgia solene

113. Os atos litúrgicos revestem-se de forma mais nobre quando os ofícios divinos são celebrados solenemente com canto, com a presença dos ministros sacros e a participação ativa do povo.

Quanto à língua a ser usada observe-se o art. 36; quanto à missa, o art. 54; aos sacramentos, o art. 63, e ao ofício divino, o art. 101.

114. O tesouro da música sacra seja conservado e favorecido com suma diligência. Promovam-se com empenho, sobretudo nas igrejas catedrais, as “Scholae cantorum”. Procurem os bispos e demais pastores de almas que a assembléia dos fiéis possa prestar sua participação ativa nas funções sagradas que se celebram com canto, de acordo com as normas dos arts. 28 e 30.

Formação musical

115. Dê-se grande importância à formação e prática musical nos seminários, noviciados e casas de estudo de religiosos de ambos os sexos, bem como nos outros institutos e escolas católicas; para adquirir tal formação, os mestres indicados para ensinar música sacra sejam cuidadosamente preparados.

Recomenda-se a fundação, segundo as oportunidades, de Institutos superiores de música sacra.

Os músicos, os cantores, e principalmente as crianças, devem receber também uma verdadeira formação litúrgica.

Canto gregoriano e polifônico

116. A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana, o canto gregoriano; portanto, na ação litúrgica, ocupa o primeiro lugar entre seus similares.

Os outros gêneros de música sacra, especialmente a polifonia, não são absolutamente excluídos da celebração dos ofícios divinos, desde que se harmonizem com o espírito da ação litúrgica, de acordo com o art. 30.

117. Seja completada a edição típica dos livros de canto gregoriano; e prepare-se uma edição mais crítica dos livros já editados depois da reforma de são Pio X.

Convirá preparar uma edição com melodias mais simples para uso das igrejas menores.

Cantos religiosos populares

118. O canto popular religioso seja incentivado com empenho, de modo que os fiéis possam cantar nos piedosos e sagrados exercícios e nas próprias ações litúrgicas, de acordo com as normas e prescrições das rubricas.

A música sacra nas missões

119. Em certas regiões, sobretudo nas missões, há povos com tradição musical própria, a qual tem excepcional importância na sua vida religiosa e social. Estime-se como se deve e dê-se-lhe o lugar que lhe compete, tanto na educação do sentido religioso desses povos como na adaptação do culto à sua mentalidade, segundo os arts. 39 e 40.

Por isso, procure-se, cuidadosamente, que na sua formação musical, os missionários sejam aptos, na medida do possível, para promover a música tradicional dos nativos tanto nas escolas, como nas ações sagradas.

O órgão e os instrumentos musicais

120. Tenha-se em grande apreço, na Igreja latina, o órgão de tubos, instrumento musical tradicional e cujo som é capaz de trazer às cerimônias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus e as realidades supremas.

No culto divino podem ser utilizados outros instrumentos, segundo o parecer e o consentimento da autoridade territorial competente, conforme o estabelecido nos arts. 22 § 2, 37 e 40, contanto que esses instrumentos sejam adequados ao uso sacro, ou possam a ele se adaptar, condigam com a dignidade do templo e favoreçam realmente a edificação dos fiéis.

Missão dos compositores

121. Os compositores, imbuídos do espírito cristão, compreendam que foram chamados para cultivar a música sacra e para aumentar-lhe o patrimônio.

Que as suas composições se apresentem com as características da verdadeira música sacra, e possam ser cantadas não só pelos grandes coros, mas se adaptem também aos pequenos e favoreçam uma ativa participação de toda a assembléia dos fiéis.

Os textos destinados ao canto sacro devem estar de acordo com a doutrina católica e inspirar-se sobretudo na Sagrada Escritura e nas fontes litúrgicas.


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Bote fé Seropedica

Foi sensacional ontem estar em Seropedica pois pude ver a alegria de um povo unido aos seus sacerdotes celebrando os dons de Deus que são em primeiro lugar eles mesmos, a juventude e os sinais sagrados. Tudo de forma simples e bela, feito com muito amor e muita devoção. O clima na igreja, a procissão com os sinais, a chegada no local, a Missa presidida com muita alegria pelo nosso bispo diocesano e depois as demais atividades que tenho como destaque especial o maravilhoso show do cantor católico Tony Allison. Foi um pentecostes de muita alegria e fé, espero em Deus que em todos os lugares de nossa Diocese seja assim. Parabéns povo de Seropedica, meus parabéns Padre Fabio e Padre Maico pela ousadia no Espirito, hoje estou feliz por ter testemunhado tão grande festa, tão grande dom, e que nada possa retirar essa alegria....Deus abençoe!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Metanoia liturgica

Nesta noite inicia o nosso primeiro programa na web radio cristoatividade com o nome de metanoia liturgica, que terá como objetivo formar e informar os web ouvintes da cristoatividade, que Deus abençoe nossa iniciativa.

domingo, 9 de junho de 2013

Ressuscita

Neste decimo domingo do tempo comum somos chamados a nos unir a Elias e a Jesus para ressuscitar o mundo e as pessoas da morte. Que tipo de morte poderíamos nos perguntar? A tradição da Igreja e a sagrada escritura nos fala que a morte e o pecado, o pecado tem destruído a cultura da vida. O beato João Paulo ll, sempre nos convidou a nao aderir a cultura de morte e hoje e muito intenso a cultura de morte com todas as duas consequências: o aborto, as uniões ilegítimas, a violência, a luxuria, a difamação e outros males que tem atacado a nossa sociedade.
Irmãos e nítido que em nossas comunidades até mesmo cristas existem muitos na cultura de morte cheios da cultura de morte, sao pessoas desobediências, fofoqueiras egoístas, arrogantes e outros frutos que sao consequências dos males causados pelos instrumentos da cultura de morte. Que meios sao esses? Os meios de comunicado e as vezes as redes sócias que servem muitas vezes para manifestar o ser humano depressivo, triste, raivoso e frustrado. Mas diante desse quadro o que a palavra de hoje nos ajuda. Em primeiro lugar a atitude de Elias diante da viuva vitima da morte, com características da cultura de morte, onde recebe o homem de Deus, sabe reconhece-lo mas nao adere a esse Deus pelo contrario, ela manifesta o sentimento das pessoas que sao escravos da cultura de morte: o
Medo. Ela tem medo do homem de Deus medo até mesmo da cura que Deus pode realizar diante do quadro de morte que ela se encontra, ela estava acostumada ao quadro de morte mas Elias nao fica mórbido e paralisado diante da situação da viuva e nem sente apenas pena dela mas tem a atitude de pedir ao Senhor que por Misericórdia o Senhor o ressuscita que aconteça um sopro do Espirito da vida sobre aquele que nao tem mas o ar nos pulmões. Elias no antigo testamento manifesta a obra de Deus, no novo testamento e Jesus que se encontra diante dum quadro bastante parecido, uma procissão de morte com pessoas que aderiram a morte. Aderiram pois estava diante deles o vencedor da morte, aquele que tinha a fama de curar e até ressuscita Lázaro e a filha de Jairo, mas aqueles homens absorvidos pela morte, pela cultura de morte, eles nao clamam ao Deus da vida a vida diante daquela situação de morte. Como eu dizia Jeisu nao tem pena também daquela viuva e nem daquelas pessoas e nem aderi a procissão fúnebre ele ressuscita o jovem manifestando que o seu sentimento o seu olhar a sua identidade e a de um Deus compassivo, que sofre juntos mas que toma atitude que nos cura, irmãos os cristãos nessa situação de cultura de morte nao e e Numca será uma atitude de mornidão, Numca de apenas na frente da tv e se indignar ou de achar graça, nao. O cristão deve levar a palavra da ressurreição e vida. Por isso fica para nos a palavra de ordem: jovem, levanta-te.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Bote fé mangara

Nossa tão muito feliz e ancioso pelo nosso bote fé Mangaratiba as atracões maravilhosas Olivia Ferreira, Aline Brasil e equipe Cristoteca Rio, não são só artistas católicos mas são ungidos do Senhor que colaboraram também fazendo um valor acessível a nossa realidade servindo assim de exemplo para mim padre que ando um pouco descrente por conta do grande comercio que se tornou essa área. A nossa prefeitura na pessoa do prefeito e vice estão dando todo apoio e carinho, fora os nosso amigos paroquianos o comercio local o hotel Porto Belo são nossos parceiros em todo esses processo evangelizador que será inesquecível. Fico muito feliz em fazer parte dessa história como incentivados desses guerreiros que estão trabalhando que chamamos equipe da jornada e voluntários. 
Outro detalhe e que nosso bote fé ira por ruas da cidade, com os sinais da Jornada, ficaremos a noite toda em vigília celebrativa, pois será Cristoteca a noite toda após os shows, missas com a presença do nosso Bispo Diocesano dom José Ubiratan enfim será maravilhoso. Tudo isso guarde em suas agendas dia 02 de julhos Terça-feira desse ano....vai ser maravilhoso!!!!! Aleluia!!!!!! Viva Jesus!!!!!!! Tudo passa pela Cruz! Passamos pela Cruz e agora só alegria

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Música e liturgia

Vídeos do Pe Paulo Ricardo que recomendo: http://padrepauloricardo.org/episodios/musica-e-liturgia, 
http://padrepauloricardo.org/episodios/sao-permitidas-musicas-protestantes-dentro-da-santa-missa,
http://padrepauloricardo.org/episodios/o-canto-da-paz-e-liturgico,

Perfil do ministro de música

shalom
 O Perfil do Ministro de Música
 

"... tenha visto um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é um valente guerreiro, fala bem, e é de bela aparência e Iahweh está com ele". (I Sm 16, 18) 
O ministro de música, antes de tudo, deve ser um homem de Deus. Deve ter uma vida reconciliada com Deus e os homens em vista da missão dada por Ele mesmo: evangelizar com a arte musical. Deve ser como Davi, que além de tocar era um valente guerreiro que falava bem e de boa aparência, no entanto o mais importante era que o SENHOR estava com ele: ele era um homem de Deus. 
quando se fala de perfil do ministro, está se falando do pensamento do ideal para o serviço, que se constrói na vida cotidiana. Assim, enumeramos o que vem a ser luz e motivação diante do que Deus quer realizar: 

1- Silêncio 

"... um tempo para falar e um tempo para calar". (Eclo 3,7) 
O ministro de música precisa valorizar devidamente o silêncio dentro do seu ministério, sabendo discernir quando e como fazê-lo, este momento não deve ser infecundo, mas fecundo, pois é exatamente neste silêncio que Deus o visita e irriga a semente que Ele plantou; a postura adequada é de escuta e acolhimento ao que Ele plantou, a postura adequada é de escuta e acolhimento ao que Ele tem para dar. 
É importante o silêncio no ministério, mas também é importante o silêncio do ministro de música, é sobretudo o próprio ministro que deve saber o tempo de calar e o tempo de ação, canto, evangelização. 
Muitas experiências com Deus se dão no silêncio que se faz em Sua Presença e Majestade, vemos então a importância do silêncio, pois se há experiência há testemunho, e qual seria o sentido de ministrar música se não sou testemunha? Se no meu canto não há verdadeira evangelização? Tudo parte do meu silêncio orante diante de Deus e então começa a verdadeira missão, fundamentada na Vontade de Deus. 

2- Obediência 

"Eu sou a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra".(Lc 1,38) 
Os que por Deus são chamados a serem ministros de música recebem com este chamado graças que o capacitam a corresponder esse chamado, dentre elas a obediência. 
O que é a obediência do ministro de música senão fazer a vontade de Deus? Um músico eleito não faz mais a sua vontade, mas a de Deus, a não ser que sua vontade coincida com a de Deus... Mas sabemos que nem sempre é assim, então Deus nos concede a graça para que se possa ser fiel a Ele. 
Na verdade não existe ministro de música não obediente, pois ser ministro de música não é uma escolha do músico, mas de Deus, e se o músico diz Sim ele correspondeu ao chamado Divino, em outras palavras: obedeceu. 
A primeira pessoa a quem o ministro de música deve obediência é a Deus. As pessoas que devemos obedecer são na verdade, Mediadores da autoridade concedida por Deus. Devemos obediência as nossas autoridades, não por elas mesmas, mas porque a elas foi dada a missão de representarem a Deus. 
O músico deve ser atento a sua vivência da obediência, pois Deus lhe chama constantemente a obediência para ser feliz, na oração pessoal, na leitura de Sua Palavra, na eucaristia ou através da mediação das autoridades constituídas por Ele, de uma maneira muito especial, as autoridades eclesiásticas, mas também o coordenador do ministério, por exemplo. 
A obediência é uma grande fonte de bênçãos, eficaz instrumento que o Senhor utiliza para purificar a nossa vontade nos tornando livres para seguir Jesus Cristo. (cf. ECCSh 131). 
a eficácia de uma evangelização depende totalmente da obediência, sem a obediência tocar ou cantar será em vão, de nada valerá..., pelo menos para nós, embora parcialmente edifique os outros. 

3- Profissionalização 

Além de uma necessidade e de ser vontade de Deus, a profissionalização é uma fonte de eficiência diante do empenho que é exigido no serviço, não deixando, de exigir um empenho próprio para conquistá-la, com entusiasmo e perseverança. É muito importante ressaltar que ela está abaixo do amor a Deus, não pode ser prioridade quando não há vida concreta de oração, pois será um simples sinal deste amor. 
Na velha batalha entre a vida espiritual do ministro e o seu desejo de progresso, no tocar ou no canto, que só será verdadeiro se for fruto do progresso interior, pode-se dizer que profissionalizar-se é viver um dos aspectos necessários no cumprimento da missão própria do ministro de música, afinal Deus fará na humanidade do servo a aptidão natural aperfeiçoada pelo conhecimento, estudo técnico, cuidados básicos com os devidos instrumentos utilizados, desde a bateria até as cordas vocais. 
Haja, contudo, um cuidado quando se busca a técnica, com a influência de instrutores(as) de música que tenham, além de uma visão, uma vida ou ideologia não evangélica, especialmente na área específica da qual estamos tratando. Isto para que não haja quebra de uma reta intenção do coração, muito menos a direção que deve tomar o ministro no seu serviço. Se a técnica é instrumento de desvio, melhor seria operar a graça na "fraqueza" do servo. Ser um profissional no Reino pede uma maturidade e uma abertura para que Deus continue sendo o centro das opções e da vida do músico. 

4- Humildade 

O humilde, pousa os olhos no Senhor: "Tu sois Santo, Tu sois Altíssimo." Sabe que por si só nada tem e nada é; reconhece imediatamente o bem que em si existe e as qualidades que possui, mas tem sempre em mente a expressão: Que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias como se não o tivesses recebido? (I Cor 4,7); humilha-se no reconhecimento do seu próprio nada e da sua absoluta dependência de Deus, e mantém-se no lugar que lhe compete. 
O humilde vê com clareza que tudo recebeu de fora, tanto na ordem da natureza: vida, corpo, inteligência, talento, saúde e força, olhos, membros, etc; como na ordem da graça. "Deus produz em nós o querer e o agir"(Fil 2,13), "não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar coisa alguma, porque a nossa suficiência vem de Deus"(II Cor 3,5); nenhum pensamento, nenhuma decisão salutar, grata a Deus, nenhuma obra boa, nem mesmo a mais íntima, nenhuma oração. Nenhum ato de fé ou de caridade provêm do servo nem pode-se tomar completamente para si. Mesmo a cooperação com a graça, o fato de não se abusar dela e de se lhe corresponder inteiramente, é fruto da ação de Deus na vida do ministro. Quão exatas são as palavras do Apóstolo: "Que tens tu que não tenhas recebido?" Nada, absolutamente nada ! 
Ele sabe, todavia, que há algo exclusivamente do homem: o pecado. O humilde sabe muito bem que, abandonado a si mesmo, só disso é capaz: de pecar. Se não caiu ainda nestes ou naqueles pecados, não o deve a si mesmo, mas unicamente a Deus que, na sua infinita misericórdia, o preservou: isolado não teria podido defender-se. Como o publicano do Evangelho, reconhece-se pecador, e indigno de levantar os olhos ao céu, indigno da estima e do afeto dos homens; merecedor de ser tratado apenas como é: um pecador. 
É dizer como São Francisco: "Quem és Tu, quem sou eu". É olhar para si com os olhos de Deus para conhecer-se, acolher-se e amar-se com o Seu amor. Como transbordamento de uma conversão que se dá constantemente a partir deste conhecimento saberá o ministro ser, na sua missão, o que Deus quer, o que Ele pensa, o que Ele espera. 

5- Serviço: 

Aquele que serve "deve 'fazer-se tudo para todos'(I Cor 9,22) a fim de conquistar todos para Jesus Cristo... Particularmente, não imagine ele que lhe é confiado um único tipo de almas..." (CIC 24) 
Uma forte característica do bom ministro de música é o serviço: lavar os pés dos outros com água nova, amar a todos, dar-se sem medir, fazer a vontade de Deus... sempre no louvor, fazendo uso de uma linguagem atualizada e própria para cada instante. Aqui se pode destacar tanto a renovação do repertórios utilizados nas diversas assembléias (congressos, cursos, missas...), como o uso dos carismas em benefício do povo ao qual se serve. 
É importante, neste aspecto do serviço, refletir que: 
SER DA LINHA DE FRENTE é servir primeiro, buscando imitar mais de perto o Senhor, sofrendo as primeiras conseqüências, chegando antes e saindo depois. 
ESTAR NA OFENSIVA E NA DEFENSIVA é servir na batalha espiritual, ao Senhor e ao seu povo. Dispor tudo para Deus indo contra a ação silenciosa, sutil ou mesmo nítida do inimigo, intercedendo para que se abra o céu num derramamento de graça. Estar atento ao que possa romper com a ação de Deus e pela graça, pela unção, defender a assembléia, "o coração do homem", contra os ardis do demônio, ou mesmo, contra as próprias tendências da carne. 
O ministro de música está: 
- A serviço da Trindade: Servir ao Pai, por Cristo, no Espírito, fazendo, por sua vez, a vontade de Deus - como Jesus, pobre, obediente e casto - na unção do Espírito, precisando ir onde Deus mandar, esperando, vivendo e crendo n'Ele. Por amor... 
- A serviço do povo de Deus: Ë para o povo que existe o ministério de música. Este é auxílio, porte da graça. Deus realiza por meio de homens para alcançar outros homens. Não é fazer o que o povo quer e sim saber o que Deus quer fazer em favor do povo. Servir bem é, portanto, dar somente o que vem de Deus para saciar a fome e a sede do povo. 
- A serviço da Igreja: Ministramos o que cremos e não a nós mesmo, e não a cultura, o conhecimento por ele mesmo, a lógica. Ministramos a verdade conhecida e experimentada, a graça recebida e transbordada, a fé acolhida e vivenciada. É indispensável a coerência entre a vida do servo e a fé professada pela Igreja, afinal, como Igreja as partes formam um todo que necessita estar em unidade e esta unidade exige conhecimento, busca da verdade, renúncia das próprias mentalidades geralmente formadas pelos ditames do mundo. 

6- Disponibilidade 

Numa visão generalizada aquele que deseja cuidar com fidelidade da missão à qual o Senhor lhe convidou a servir, necessita estar disposto a dar-se sem medidas. "Amar é dar-se até doer". (Madre Teresa de Calcutá). O ministro de música é igualmente chamado a sair de si, a servir. Não é um ministério para os que se servem, nem tão pouco para os que preferem servidos, mas para os que preferem oferecer gratuitamente o que recebem de Deus e o fazem por gratidão ao próprio Deus. O desejo do sacrifício deve, assim, ser como um motor que leve o eleito a sempre ir além, a dispor não somente as suas possibilidades e potências ao Senhor e aos irmãos, mas ao sacrifício cotidiano do que é lícito para unir, como a viúva no templo, o que de nós é mais precioso em favor da edificação do Reino. 
Existem, contudo, algumas formas de servir-se no ministério: não participar de ensaios; não comparecer às formações; cantar ou tocar apenas o que se gosta ou quando se está bem, ou ao menos considera estar bem. Quem está neste rol precisa buscar a sua verdade pelo fato de ainda não ter entendido que ministério é serviço a Deus e ao outro. 

7- Maturidade humana 

Ao falarmos sobre o tema maturidade humana imediatamente imaginamos que seja o momento da vida do homem no qual alcançou o discernimento pleno para dirigir sua vida e realizar grandes coisas sozinho, no entanto, na vida cristã, o homem atinge a maturidade no momento em que conhece a sua verdade, sua pequenez, sua fraqueza, lança-se inteiramente nas mãos de Deus e colabora com a sua ação. 
Exatamente porque reconhece a sua fragilidade, sua pequenez, sabe que não pode dirigir sua vida sozinho, necessita da ação do Espírito Santo sobre a sua natureza humana, porque só o Espírito desenvolve perfeitamente as suas capacidades humanas, intelectuais, espirituais, suas aptidões, até que alcance a idade madura. 
Uma boa maneira de perceber como se caminha para a maturidade é poder responder, na verdade a algumas indagações como: 
- Tenho compreendido que necessito me relacionar intimamente com o Espírito Santo? Sou um daqueles que agem como se o Espírito Santo não existisse? Tendo o Espírito Santo em mim, posso continuar com uma vida medíocre? 
- Sou bastante dócil ao Espírito Santo, bastante disponível para seguir seus conselhos ditos em segredo ao meu coração, seus misteriosos convites? Sou capaz de responder a seus apelos pelo verdadeiro progresso que é o interior? 
- Tenho agilidade diante dos impulsos do Espírito Santo? Deixo o Espírito Santo inteiramente livre para dirigir a minha vida de acordo com a sua vontade? 
- Tenho colaborado com todas as minhas forças com a ação do Espirito Santo para que todas as minhas aptidões, talentos sejam plenamente desenvolvidos? Deus me deu muitos talentos a nível espiritual, humano, intelectual e eu tenho colaborado para que estes talentos se multipliquem? 
- Nas minhas tribulações, nas minhas dúvidas, tenho sabido invocar o Consolador? Sou eu um obstáculo à ação do Espírito Santo em minha própria alma? 
- É mais um dos caminhos que o ministro necessita, com diligência, trilhar para servir conformado ao Evangelho. Como ensina a Santa Madre Teresa de Jesus de Ávila: "Quanto mais humano, mais santo". 

8- Unidade 

Para que a música seja ministrada com poder, na ação do Espírito, é preciso que haja harmonia de relacionamento entre aquele que ministra a música e aqueles que irão fazer uso da Palavra; entre quem anima e quem conduz a oração; entre vocal e instrumental; entre vocais; entre instrumentistas; entre ministério e assembléia. Enfim, a unidade, que será fruto de uma graça de oração e docilidade à ação do Espírito, é essencial para que todos bebam de todo bem, graça e unção que Deus deseja derramar. 
Por exemplo, após uma pregação a música a ser ministrada deve ser uma continuidade de tudo o que foi pregado, desta maneira, não haverá quebra no que estava sendo conduzido. Para haver esta harmonia entre a pregação e a música, o ministro deve estar atento o tempo todo ao que está acontecendo, ao que está sendo falado. 
Em outros casos, como a Celebração Eucarística, é preciso haver coerência entre o tom da liturgia, conforme o tempo onde se está celebrando, e o serviço na música. Na quaresma não se canta o glória nem aleluia, caso o ministro não seja bem formado e faça uso de um desses cantos, estará indo de encontro com o que pede a liturgia, e isto é uma forma de se quebrar a unidade. 
Existem muitas formas de construir ou de quebrar a unidade, cabe a cada ministro o zelo pelo conhecimento pessoal das mentalidades que se traz quanto ao "ser" e o "fazer" o melhor, como no que diz respeito ao conhecimento intelectual de liturgia, oração de grupo, animação, da mesma forma, que o conhecimento da vontade de Deus para cada instante em que se serve. Sem docilidade e disponibilidade a Deus e aos irmãos não se constrói a unidade. 

9- Postura 

Para ministrar com poder também é preciso um cuidado com a aparência, pois o músico deve sempre ter a postura de servo, para Jesus aparecer no seu lugar. Outrossim, como o músico é templo do Espírito Santo (I Cor 3, 6), deve cuidar do templo que é ele mesmo e vestir-se com sobriedade, usando roupas que não provoquem sensualismo. Não vista-se com exuberância, mas com simplicidade. Para facilitar, é bom até que se tenha um uniforme, algo simples, para ser usado nas apresentações, eventos ou missas e dar um toque especial na unidade. 
A postura do músico não deve ser a de aparecer com seu instrumento ou sua voz, mas de deixar Cristo aparecer em si mesmo. É importante que o músico cante com o corpo todo, mas que não faça gestos exagerados nem escandalosos. 
O músico não precisa focar escondido atrás das caixas ou do seu instrumento. Há pessoas que se escondem atrás de uma guitarra, ou de um teclado, para não deixar que Jesus o cure e o toque! 
Outra dica importante é evitar conversas paralelas que não estão no contexto do evento e que não hajam certos tipos de brincadeiras, durante a atuação do ministério, ou melhor, a sobriedade caminhe ao lado de todo aquele que se dispõe ao serviço. 

10- Alegria 

São Tiago nos diz: "Está alguém alegre? Cante salmos" (Tg 5, 13). 
A alegria é a expressão maior de quem tem Deus no coração. Dizia Santo Agostinho: "Um Santo triste é um triste santo!". O coração e o rosto do músico devem transbordar de alegria, pois não convence ninguém um cantor que ministra sem a graça do louvor e da alegria. 
"Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor" (Sl 105).   

Fonte: formação comunidade shalon
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